Em um mundo tecnológico, a utilização de ferramentas que contemplem essa nova tendência é um desafio para o professor. A tecnologia promoveu uma mudança na forma de organização social, individual e até mesmo filosófica; visto as questões, éticas, morais e existenciais que emanam dela. Este blog tem por objetivo promover debates, reflexões e análises críticas para que possamos encontrar explicações, sugestões e até mesmo soluções para esse novo “modo de vida” do educador contemporâneo.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
2.1. Mapeamentos Iniciais.
Considerando o mundo tecnológico em que o homem
está inserido, é praticamente inadmissível que um profissional assuma uma posição
que seja resistente a mudanças. Por outro lado, torna-se necessário que exista
um discurso de aceitação, considerando os efeitos desta discussão tome uma
distância segura e controlável.
Em outras palavras, não há como negar que a
tecnologia tem influência direta nos jovens de hoje. Também é impossível negar
que estes tenham acesso a essa tecnologia, já que esta faz parte do mundo em
que eles nasceram. Será que é correto “controlar” o acesso a essa tecnologia,
ou o mais correto seria a permissão para que essa tecnologia, até pouco tempo
atrás considerada um bicho-de-sete-cabeças para a maioria dos educadores.
Acredito que seja possível assinarmos um tratado de “boa vizinhança” com essa
nova moradora no nosso cotidiano.
O grande desafio, atualmente, é a interpretação do
mundo em que se vive, já que as relações pessoais estão praticamente carregadas
com a presença da mídia. É um mundo novo, um mundo construído pelos meios de
comunicação, um mundo controlado através da seleção de temas e imagens tratados
cuidadosamente sob o ponto de vista, pelo qual se quer que tenhamos acesso a
essas informações.
Por outro lado, essa mídia totalmente contaminada
com as tecnologias do mundo moderno, não pode ser tratada como um inimigo. É
preciso que nos adequamos ao uso dela, que saibamos a medida certa dessa
utilização, que possamos utilizá-la de maneira saudável em nossas aulas e
também em nossas vidas. E qual seria essa “medida certa”?
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Ciranda da Bailarina
Chico Buarque
Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho*
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem...
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho*
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem...
domingo, 13 de outubro de 2013
A IMAGEM DA ESCOLA
O ser humano tem através dos tempos dedicado-se a educar os mais jovens no sentido de torná-los aptos para sobreviverem e interagirem com, e no meio em que vivem, através do ensino de tecnologias e valores. Esta educação, até então feita informalmente no cotidiano, recentemente foi sistematizada e “escolarizada”.
Assim é dever da escola fazer com que as pessoas que por ela passam estejam aptas a exercerem seu papel de cidadão na sociedade onde esta inserido.
Um exemplo bastante conhecido é o trecho de uma carta-resposta enviada ao governo dos Estados Unidos quando este remeteu cartas aos índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. Eis aqui o trecho que nos interessa:
Assim é dever da escola fazer com que as pessoas que por ela passam estejam aptas a exercerem seu papel de cidadão na sociedade onde esta inserido.
Um exemplo bastante conhecido é o trecho de uma carta-resposta enviada ao governo dos Estados Unidos quando este remeteu cartas aos índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. Eis aqui o trecho que nos interessa:
"... Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração. Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa ideia de educação não é a mesma que a nossa.... Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles voltavam para nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana, e falavam a nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros. Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão oferecemos aos nobres senhores de Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens."
![]() |
| Fonte: google imagens |
Neste sentido, é necessário que um especial enfoque em nosso público-alvo: o aluno, mas ele não pode ser considerado como ponto único e isolado nesse processo de mudança de toda uma concepção de ensino.
Apesar das mudanças evidentes na educação, a escola ainda é concebida como centro de formação e como tal, é esperado que nela sejam desenvolvidas atividades ligadas a cultura e a geração de conhecimento.
No modelo de educação tradicional, a própria disposição das carteiras, conforme a figura ao lado,
favorece ao que se chamou educação bancária. Ou seja, ao professor bastava “depositar” o seu conhecimento para que o aluno “sacasse” esse conhecimento para que o “ensino” se concretizasse. Apesar das mudanças evidentes na educação, a escola ainda é concebida como centro de formação e como tal, é esperado que nela sejam desenvolvidas atividades ligadas a cultura e a geração de conhecimento.
No modelo de educação tradicional, a própria disposição das carteiras, conforme a figura ao lado,
Neste modelo a autoridade do professor “exige” uma atitude receptiva do aluno e o constitui [o professor] como detentor do conhecimento e o aluno é visto como uma tabula rasa e a aprendizagem é receptiva e mecânica.
A partir da crítica deste modelo, pensadores como Dewey e Piaget conceberam um novo modelo de educação que privilegia o conhecimento obtido através de experiências, pesquisas e método de solução de problemas. Baseada na motivação e motivação dos problemas, este modelo atribui ao professor o papel de auxiliador no desenvolvimento da criança.
Pensadores do escolanovismo colocam a escola como formadora de atitudes e sua educação centralizada no aluno trazendo a figura do professor como garantidor de um relacionamento baseado no respeito.
Modelos que privilegiam a técnica e o ensino do “fazer” com foco no desempenho do aluno ou ainda que trazem para a sala de aula a realidade do dia-a-dia, como propõem Paulo Freire, defendendo a relação entre professor e aluno de maneira igual e horizontal tem ocupado lugares de destaque na escola moderna.
Para Paulo Freire e sua “Pedagogia da Autonomia”, torna-se necessário que se leve em consideração o contexto em que os alunos estão inseridos. As classes oprimidas (trabalhadoras) precisam ter um contexto, ou seja, a realidade a qual o aluno está inserido deve ser levado em consideração para que se possa produzir o conhecimento, a práxis. O conhecimento aplicado, capaz de mudar a realidade do aluno. Atualmente, autores como Saviani, discutem a importância em trazer a realidade para a sala de aula.
Contudo essa realidade deve agregar o conhecimento científico, unindo a teoria e a prática. Assim
Nesse sentido, existirão elementos que vão perpassar todo esse conhecimento, com uma linguagem capaz de unir diferentes etapas e diferentes níveis de conhecimento. Essa linguagem deve ser capaz de expressar o conhecimento em sua plenitude teórica e prática. Na modernidade essa linguagem é por excelência a tecnologia. Assim, o professor assume o papel de mediador entre o saber e o aluno.
A partir da crítica deste modelo, pensadores como Dewey e Piaget conceberam um novo modelo de educação que privilegia o conhecimento obtido através de experiências, pesquisas e método de solução de problemas. Baseada na motivação e motivação dos problemas, este modelo atribui ao professor o papel de auxiliador no desenvolvimento da criança.
Pensadores do escolanovismo colocam a escola como formadora de atitudes e sua educação centralizada no aluno trazendo a figura do professor como garantidor de um relacionamento baseado no respeito.
Modelos que privilegiam a técnica e o ensino do “fazer” com foco no desempenho do aluno ou ainda que trazem para a sala de aula a realidade do dia-a-dia, como propõem Paulo Freire, defendendo a relação entre professor e aluno de maneira igual e horizontal tem ocupado lugares de destaque na escola moderna.
Para Paulo Freire e sua “Pedagogia da Autonomia”, torna-se necessário que se leve em consideração o contexto em que os alunos estão inseridos. As classes oprimidas (trabalhadoras) precisam ter um contexto, ou seja, a realidade a qual o aluno está inserido deve ser levado em consideração para que se possa produzir o conhecimento, a práxis. O conhecimento aplicado, capaz de mudar a realidade do aluno. Atualmente, autores como Saviani, discutem a importância em trazer a realidade para a sala de aula.
Contudo essa realidade deve agregar o conhecimento científico, unindo a teoria e a prática. Assim
Nesse sentido, existirão elementos que vão perpassar todo esse conhecimento, com uma linguagem capaz de unir diferentes etapas e diferentes níveis de conhecimento. Essa linguagem deve ser capaz de expressar o conhecimento em sua plenitude teórica e prática. Na modernidade essa linguagem é por excelência a tecnologia. Assim, o professor assume o papel de mediador entre o saber e o aluno.
O Conhecimento precisa se comunicar com todas as áreas, uma vez que não é isolado mas construído a partir da realidade do educando. Através da tecnologia é possível a criação de ambientes altamente favoráveis à construção de conhecimento crítico. O acesso as mais variadas fontes de informação de maneira rápida e segura permite a análise de diferentes pontos de vista em diferentes situações e possibilita a partir desse universo uma análise mais confiável da realidade. Ferramentas de colaboração aliadas à ambientes virtuais e as extensas redes sociais são mecanismos poderosos na troca de experiências, vivências e saberes.
As escolas podem tirar vantagens desses instrumentos a medida que orientam como e onde buscar informações relevantes e confiáveis que poderão, sem dúvida, auxiliar o educando na busca de sua autonomia. Nesse sentido, celulares, tablets e outros “problemas” da sala de aula se agregariam ao contexto escolar.
Essas ações proporcionam ao professor uma gama de possibilidades de articulação do conhecimento, no sentido de orientar aos alunos a atingir seus objetivos. Nesse sentido, o professor torna-se, mais do que nunca, uma figura indispensável e se fortalece como mediador e facilitador dentro do ambiente escolar.
De olho nessa nova tendência, o Instituto São José das Servas Reparadoras de Maria, oportuniza aos educandos um ambiente adequado ao seu desenvolvimento e o acesso as mais modernas tecnologias visando a construção de um conhecimento crítico tendo como foco principal a atuação do aluno na sociedade que o cerca como indivíduo autônomo e completo.
Não há dúvida quanto ao papel do professor como profissional essencial nos processos de mudanças das sociedades, principalmente no que tange às rápidas transformações no mundo contemporâneo, assim como o avanço tecnológico que configuram a sociedade virtual e os meios de comunicação que incidem diretamente na escola. Isso significa dizer que a escola deve reagir proporcionalmente no sentido de considerar esse desafio como uma condição necessária para torná-la uma conquista democrática efetiva.
Tanto a escola quanto o professor estão, nesse sentido, desafiados a proporcionar educação para crianças e jovens, através do desenvolvimento humano, cultural, científico e tecnológico de tal forma, que estes adquiram condições suficientes para enfrentar as exigências do mundo contemporâneo. Uma das principais exigências, está a inserção da tecnologia no cotidiano do ensino-aprendizagem como condição obrigatória nos currículos escolares. A partir dessa constatação, torna-se mister que conceitos tradicionais sejam superados.
Torna-se importante considerar que nós, professores de hoje, pertencemos a uma geração muito diferente da geração de jovens com os quais nos deparamos em sala de aula. Esse jovem é exigente, é inquieto, é independente, é tecnológico. Os tempos são outros e os valores também, o significa dizer que o professor mantém o seu papel de mediador, apesar dos métodos sofrerem transformações, o objetivo continua o mesmo: o conhecimento.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Relação homem-técnica e o uso da
matemática
Em se tratando de disciplina presente no
currículo obrigatório em toda a vida escolar do estudando, a matemática é vista
como uma das matérias mais difíceis, ao mesmo tempo em que esses mesmos
indivíduos ficam se questionando: “Para que vou usar isto?”, “Em que este
cálculo vai contribuir para a minha vida?”, entre tantos outros
questionamentos. Em meio a tantas indagações, não se dão conta de que todos
fazem uso da matemática no seu cotidiano, seja em casa, na escola, no trabalho,
no supermercado, no esporte. Um exemplo disso é uma partida de futebol: durante
o transcorrer de uma partida, o torcedor não se dá conta, mas está calculando o
tempo todo. Seja os minutos decorridos, os que faltam, a quantidade de
jogadores, a probabilidade de sucesso ou fracasso nesta partida, sua colocação
na tabela do campeonato. Até a estratégia de ataque escolhida pelo técnico
resulta de estudos matemáticos. Nesse exato momento, o estudante, agora mero
torcedor, esquece-se do quanto acha a matemática uma disciplina difícil e pouca
aplicabilidade. Neste exato momento, ele está utilizando, sem saber, de todo o
seu aprendizado adquirido em sua trajetória escolar, sem que lhe pareça no
mínimo chata. Suas conclusões acerca do seu time passam longe de cálculos sem
sentido ou difíceis.
Assim são as inúmeras situações que encontramos
no nosso dia-a-dia: no supermercado, ao visualizar os preços dos produtos,
mentalmente estamos realizando cálculos matemáticos que nos dão condição de
saber antecipadamente se teremos dinheiro suficiente para adquirir o produto
desejado. Mesmo quando vamos atravessar uma rua movimentada, olhamos para o
outro lado da rua, olhamos para as duas vias da rua para visualizarmos quantos
carros e qual a distância que estão e calculamos qual a velocidade e se é possível
realizar a travessia nesse momento. Outro exemplo simples e comum à todos é o
controle do saldo bancário, costumamos dizer que estamos “negativos” no banco,
através de contas mentais e geralmente com baixa margem de erro. São situações
tão corriqueiras e tão rápidas que não nos damos conta da complexidade que essa
ação exige da parte lógica de nosso cérebro, situações que exigem o raciocínio
matemático como adição, subtração, divisão e multiplicação.
Diante de tudo isso, não se pode estar alheio
as transformações que a inclusão da tecnologia em nossas vidas trouxe: porém,
segundo alguns posicionamentos de professores, o importante é entender o
conceito e o raciocínio por trás de cada situação. Em outras palavras, o uso da
calculadora em sala de aula não pode mais ser visto como um problema. É lógico
que para que o aluno tenha autonomia para o uso desta tecnologia, é necessário
que ele já tenha passado por todo o processo de aprendizagem, que compreenda o
raciocínio utilizado para que a calculadora apresente o resultado correto.
Se observarmos em nosso dia-a-dia, veremos a
curiosa figura do cobrador de ônibus, este profissional trabalha diariamente
com o auxílio do pensamento rápido e lógico para o desempenho de sua atividade.
Em um ambiente tumultuado, atende muitas pessoas durante o dia, ao mesmo tempo
em que tem que realizar contas simples de soma e subtração com rapidez e
precisão. A rapidez com que o passageiro deve ser atendido, não permite ao
cobrador, o uso de uma calculadora para a formação do troco. Por outro lado, a
tecnologia do cartão magnético como passe eletrônico junto a catraca do ônibus,
foi uma conquista de segurança e agilidade para este profissional. A
necessidade do uso da matemática continua inerente à ele, porém, ela acaba
sendo realmente necessária quando ele tem que fechar o valor do seu recebimento
no final do expediente. Neste caso, com a tecnologia, não há como ocorrerem
erros nesse cálculo.
Neste sentido, é primordial destacarmos que a
tecnologia é um ferramental no qual devemos nos apoiar para que nossas vidas se
tornem mais prazerosas e que tenhamos mais tempo para construir relacionamentos mais duradouros e capazes de
nos ajudar a nos tornarmos seres mais completos física e espiritualmente, não
sendo em si um fim.
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