A IMAGEM DA ESCOLA
O ser humano tem através dos tempos dedicado-se a educar os mais jovens no sentido de torná-los aptos para sobreviverem e interagirem com, e no meio em que vivem, através do ensino de tecnologias e valores. Esta educação, até então feita informalmente no cotidiano, recentemente foi sistematizada e “escolarizada”.
Assim é dever da escola fazer com que as pessoas que por ela passam estejam aptas a exercerem seu papel de cidadão na sociedade onde esta inserido.
Um exemplo bastante conhecido é o trecho de uma carta-resposta enviada ao governo dos Estados Unidos quando este remeteu cartas aos índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. Eis aqui o trecho que nos interessa:
"... Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração. Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa ideia de educação não é a mesma que a nossa.... Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles voltavam para nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana, e falavam a nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros. Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão oferecemos aos nobres senhores de Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens."
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| Fonte: google imagens |
Neste sentido, é necessário que um especial enfoque em nosso público-alvo: o aluno, mas ele não pode ser considerado como ponto único e isolado nesse processo de mudança de toda uma concepção de ensino.
Apesar das mudanças evidentes na educação, a escola ainda é concebida como centro de formação e como tal, é esperado que nela sejam desenvolvidas atividades ligadas a cultura e a geração de conhecimento.
No modelo de educação tradicional, a própria disposição das carteiras, conforme a figura ao lado,
favorece ao que se chamou educação bancária. Ou seja, ao professor bastava “depositar” o seu conhecimento para que o aluno “sacasse” esse conhecimento para que o “ensino” se concretizasse.
Neste modelo a autoridade do professor “exige” uma atitude receptiva do aluno e o constitui [o professor] como detentor do conhecimento e o aluno é visto como uma tabula rasa e a aprendizagem é receptiva e mecânica.
A partir da crítica deste modelo, pensadores como Dewey e Piaget conceberam um novo modelo de educação que privilegia o conhecimento obtido através de experiências, pesquisas e método de solução de problemas. Baseada na motivação e motivação dos problemas, este modelo atribui ao professor o papel de auxiliador no desenvolvimento da criança.
Pensadores do escolanovismo colocam a escola como formadora de atitudes e sua educação centralizada no aluno trazendo a figura do professor como garantidor de um relacionamento baseado no respeito.
Modelos que privilegiam a técnica e o ensino do “fazer” com foco no desempenho do aluno ou ainda que trazem para a sala de aula a realidade do dia-a-dia, como propõem Paulo Freire, defendendo a relação entre professor e aluno de maneira igual e horizontal tem ocupado lugares de destaque na escola moderna.
Para Paulo Freire e sua “Pedagogia da Autonomia”, torna-se necessário que se leve em consideração o contexto em que os alunos estão inseridos. As classes oprimidas (trabalhadoras) precisam ter um contexto, ou seja, a realidade a qual o aluno está inserido deve ser levado em consideração para que se possa produzir o conhecimento, a práxis. O conhecimento aplicado, capaz de mudar a realidade do aluno. Atualmente, autores como Saviani, discutem a importância em trazer a realidade para a sala de aula.
Contudo essa realidade deve agregar o conhecimento científico, unindo a teoria e a prática. Assim
Nesse sentido, existirão elementos que vão perpassar todo esse conhecimento, com uma linguagem capaz de unir diferentes etapas e diferentes níveis de conhecimento. Essa linguagem deve ser capaz de expressar o conhecimento em sua plenitude teórica e prática. Na modernidade essa linguagem é por excelência a tecnologia. Assim, o professor assume o papel de mediador entre o saber e o aluno.

O Conhecimento precisa se comunicar com todas as áreas, uma vez que não é isolado mas construído a partir da realidade do educando. Através da tecnologia é possível a criação de ambientes altamente favoráveis à construção de conhecimento crítico. O acesso as mais variadas fontes de informação de maneira rápida e segura permite a análise de diferentes pontos de vista em diferentes situações e possibilita a partir desse universo uma análise mais confiável da realidade. Ferramentas de colaboração aliadas à ambientes virtuais e as extensas redes sociais são mecanismos poderosos na troca de experiências, vivências e saberes.
As escolas podem tirar vantagens desses instrumentos a medida que orientam como e onde buscar informações relevantes e confiáveis que poderão, sem dúvida, auxiliar o educando na busca de sua autonomia. Nesse sentido, celulares, tablets e outros “problemas” da sala de aula se agregariam ao contexto escolar.
Essas ações proporcionam ao professor uma gama de possibilidades de articulação do conhecimento, no sentido de orientar aos alunos a atingir seus objetivos. Nesse sentido, o professor torna-se, mais do que nunca, uma figura indispensável e se fortalece como mediador e facilitador dentro do ambiente escolar.
De olho nessa nova tendência, o Instituto São José das Servas Reparadoras de Maria, oportuniza aos educandos um ambiente adequado ao seu desenvolvimento e o acesso as mais modernas tecnologias visando a construção de um conhecimento crítico tendo como foco principal a atuação do aluno na sociedade que o cerca como indivíduo autônomo e completo.
Não há dúvida quanto ao papel do professor como profissional essencial nos processos de mudanças das sociedades, principalmente no que tange às rápidas transformações no mundo contemporâneo, assim como o avanço tecnológico que configuram a sociedade virtual e os meios de comunicação que incidem diretamente na escola. Isso significa dizer que a escola deve reagir proporcionalmente no sentido de considerar esse desafio como uma condição necessária para torná-la uma conquista democrática efetiva.
Tanto a escola quanto o professor estão, nesse sentido, desafiados a proporcionar educação para crianças e jovens, através do desenvolvimento humano, cultural, científico e tecnológico de tal forma, que estes adquiram condições suficientes para enfrentar as exigências do mundo contemporâneo. Uma das principais exigências, está a inserção da tecnologia no cotidiano do ensino-aprendizagem como condição obrigatória nos currículos escolares. A partir dessa constatação, torna-se mister que conceitos tradicionais sejam superados.
Torna-se importante considerar que nós, professores de hoje, pertencemos a uma geração muito diferente da geração de jovens com os quais nos deparamos em sala de aula. Esse jovem é exigente, é inquieto, é independente, é tecnológico. Os tempos são outros e os valores também, o significa dizer que o professor mantém o seu papel de mediador, apesar dos métodos sofrerem transformações, o objetivo continua o mesmo: o conhecimento.